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Dízimo: o que é, por que importa e como contribuir com a comunidade

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Esta é uma oferta voluntária feita por membros da fé para apoiar tanto a comunidade quanto a Igreja. Isso não é um imposto nem é feito de forma regular: A Igreja Católica não obriga um percentual fixo de cada membro mas cada um paga de acordo com suas capacidades e vontade. Todo aquele dentro da comunidade da Igreja que tem dinheiro é suposto ser útil, mensalmente, de acordo com seus próprios meios. Isso ajuda a cumprir os compromissos financeiros da Igreja e todo aquele na comunidade merece saber como o dinheiro é gasto.

O que é o dízimo e de onde vem essa prática

“Dizimo” que deriva dessa prática significa a décima parte de algum tipo de um todo. No momento de sua aparição “dizimo” significou exatamente essa décima parte de todos os produtos recebidos de cada família que representava sua oferta a Deus em gratidão. Porém a Igreja Brasileira decidiu não basear sua definição em um percentual igual a dez de qualquer coisa. Ele representa uma oferta institucionalizada de pessoas que garante o sustento tanto para as próprias comunidades como para a Igreja também.

A décima parte e sua origem bíblica

A Tithe tem origem em uma parte de dez frutos tanto da terra como dos animais. Era um ato de gratidão pois mostrava como alguém poderia dar de volta uma parte do que lhe fora dado por Deus. Hoje em dia na linguagem dos católicos isso é apenas por razões simbólicas.

A definição da CNBB

A doação de um décimo tem dois aspectos principais segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil: o aspecto sistemático e o aspecto periódico. O aspecto sistemático se dá porque não é um gesto isolado, enquanto o aspecto periódico implica que a doação de um décimo seja feita durante todo o ano. Além disso, a própria doação de um décimo pressupõe que as pessoas tenham sido evangelizadas e comprometidas com a evangelização.

Contribuição voluntária e periódica

Na verdade é uma oferta de caráter voluntário e regular geralmente feita mensalmente e na forma de dinheiro oferecido à igreja para seu sustento. Essa oferta não vem por meio da coação nem é vista como um empréstimo ou uma dívida. Na verdade não está ligada à participação sacramental de nenhuma forma.

Dez por cento não é regra: No entanto a referência bíblica à décima parte não implica uma obrigação de um percentual. O que precisa ser assegurado é a regularidade e a proporcionalidade.

mãos depositando envelope de dízimo em cesto de ofertas durante missa católica

Por que o dízimo importa para a comunidade

A Importância dos Dízimos O dízimo deve ser importante para nós pois é a expressão da gratidão através de um ato concreto. Para a Igreja, é a demonstração do nosso agradecimento a Deus pelos benefícios recebidos e um ato de amor a Deus e aos irmãos. Para nossas paróquias, é como podemos pagar as contas, manter a missão e planejar o futuro sem viver no improviso.

Gratidão e corresponsabilidade

Quem cede não o faz em troca de algum serviço mas sim toma o seu lugar dentro do próprio ser da comunidade. O dízimo se baseia num espírito evangélico que é o dos evangélicos dedicados a evangelizar. O pressuposto do dízimo é o da partilha e não da troca.

Sustentação das atividades pastorais e caritativas

Este recurso específico será dedicado aos gastos que são bastante tangíveis: pessoal, segurança social, eletricidade, água, telefone, Internet, itens de manutenção (limpeza), manutenção de edifícios, funções pastorais, treinamento, manter os padres, necessidades litúrgicas(toalhas, velas, flores, papéis, vinho, hostias), transporte, compartilhamento entre a diocese, trabalho missionário e caridade. Muitas coisas não podem ser feitas sem esse alicerce.

Estabilidade e planejamento da paróquia

O sistema garante a estabilidade financeira e administrativa. Ele permite o funcionamento adequado do templo e a organização de iniciativas de evangelização e de caridade. A previsibilidade é importante, já que uma paróquia que sabe com o que contar pode iniciar projetos que tenham mais de um mês de duração.

Contribuir com regularidade: Isso não se resume apenas a um valor alto isolado. O que realmente sustenta a paróquia é a constância. Um compromisso mensal modesto, porém cumprido, é mais benéfico do que uma oferta grande e esporádica.

comunidade católica reunida em celebração comunitária em paróquia

Quem é convidado a contribuir

Os membros da comunidade da Igreja bem como qualquer pessoa que participe da vida da Igreja e tenha uma fonte de renda são encorajados a se tornarem dizimistas. Não há categoria especial nem exigência de valor mínimo para ser dizimista; é um convite amplo mas uma resposta pessoal.

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, a obrigação da fé cristã inclui ajudar nas necessidades materiais da Igreja de acordo com as capacidades de cada um. Em outras palavras, isso significa que o compromisso é proporcional: quem tem mais pode dar mais, enquanto os que têm menos dão o que conseguem, e quem atravessa dificuldades não está obrigado a nada.

A idade, a profissão ou os anos dedicados à fé não vão determinar quem pode contribuir. Isso envolve estudantes com bolsa, pessoas aposentadas, trabalhadores por conta própria e famílias com filhos pequenos com base na sua realidade. A questão que se deve levantar aqui é a coerência entre a renda disponível e o compromisso assumido.

fiéis de diferentes idades participando de missa em paróquia

Como contribuir de forma correta e proporcional

Uma boa contribuição é aquela que é livre, consistente e proporcional. Os dízimos devem ser um produto da generosidade e não da matemática, onde as pessoas contribuem conforme o Espírito as move sem se sentirem tristes, arrependidas ou envergonhadas. Deus se alegra com aquele que contribui com alegria e não é necessário preencher nenhum formulário.

  1. Faça sua escolha com liberdade. Faça sua decisão de contribuir por causa de sua própria convicção e não por pressão. A Igreja Católica não estabelece um valor fixo nem um percentual obrigatório, a contribuição depende das condições financeiras e da generosidade de cada fiel.
  2. Estabelecendo Valores Mensais. Suas ofertas precisam ser entregues mensalmente já que as despesas ordinárias de manutenção da igreja também são pagas todos os meses.
  3. Apenas siga o procedimento oferecido pela sua igreja. Envelopes de dízimos, débito direto na conta da igreja, depósito ou entrega ao secretário: verifique com sua igreja quais os métodos oferecidos e como se registrar.
  4. Procure outras formas de contribuir. Existem várias formas de contribuição além da monetária que incluem doações de alimentos, bens ou até propriedades, dependendo das circunstâncias de cada pessoa.
  5. Reavalie o valor quando a situação mudar. Aumente o valor se a renda aumentar e puder. Diminua o valor se a renda diminuir, sem culpa. O compromisso é com a comunidade e não com um número.

Voluntariedade e generosidade

Isso é feito por escolha e periodicamente. Ninguém se sente obrigado a contribuir e a generosidade é o único fator levado em consideração, não se importa se o que está ao seu lado está dando mais. Não há contabilidade que faça esse ato mas apenas o coração.

Regularidade mensal

A contribuição mensal terá que ser capaz de acompanhar o ritmo das despesas da paróquia. Os custos da água, da energia, dos salários e da manutenção têm que ser feitos mensalmente. A regularidade dá previsibilidade ao trabalho pastoral.

Sem percentual obrigatório

Dez por cento é uma referência histórica; não representa uma doutrina oficial da Igreja Católica no Brasil. A Igreja Católica no Brasil não impõe nenhum valor fixo ou porcentagem obrigatória; cada fiel contribui de acordo com sua própria capacidade financeira e generosidade.

Outras formas de contribuir

Além do dinheiro existem também a comida, a ajuda material e até mesmo o patrimônio que dependem da condição individual. Indivíduos que não são capazes de fazer contribuições monetárias podem sempre contribuir com seus serviços bem como pastoralmente ou de forma caritativa.

fiel preenchendo envelope de dízimo mensal em mesa de paróquia

Transparência: para onde vai o seu dízimo

A prestação de contas é um direito dos fiéis e uma forma de criar confiança. Indivíduos que doam devem saber quanto entrou e como está sendo aplicado. É importante no início de cada mês que o líder da pastoral do dízimo, em nome do pároco, preste contas à comunidade dos valores recebidos e da sua aplicação.

Isso não é apenas um problema de importância burocrática; a confiança assegurará que os membros dos dízimos estejam comprometidos enquanto a transparência ajuda a comunidade a evitar ser duvidada. Quando a paróquia se abre sobre seus finanças as pessoas são motivadas a se juntarem.

Na prática procure nas fontes normais de informação disponíveis na sua igreja local, ou seja, o quadro de avisos, o boletim informativo, os encontros da congregação ou os do conselho. Caso você não consiga ter acesso a essa informação peça ao secretário ou ao escritório do dízimo pastoral.

Confirme os canais oficiais: Antes de entregar qualquer valor, tenha certeza de que você sabe como os dízimos são recolhidos pela sua igreja e que eles fornecem um recibo. Tenha cuidado com qualquer abordagem por meios não oficiais onde não haja um nome aparente da congregação.

mural de prestação de contas do dízimo afixado em paróquia católica

Dúvidas e mal-entendidos comuns sobre o dízimo

Muitas dúvidas sobre o dízimo vêm de suposições que não são verdadeiras para os católicos. Existem três grandes equívocos relacionados ao dízimo: obrigação, percentual fixo e recompensa espiritual automática. Todas essas suposições são falsas.

O dízimo é obrigatório?

Não é como um imposto ou uma dívida de forma alguma. É um dever ajudar a Igreja em suas necessidades materiais na medida em que a pessoa em particular possa ajudar e essa ajuda em particular será voluntária. Não haveria nenhuma obrigação da pessoa se registrar como doador.

Dez por cento é regra fixa?

De modo algum. Não existe um valor fixo nem um percentual definido no contexto do Catolicismo. Parece que a prática do dízimo sempre foi uma questão de generosidade mais do que um cálculo matemático. “Cada um deu conforme o seu coração determinou, não com tristeza nem por constrangimento, porque Deus ama ao doador alegre” como é mencionado no trecho da Escritura sobre a décima parte.

Contribuir garante bênçãos automáticas?

Resposta. Não é um investimento. Não há promessa de cura, de ganhar dinheiro e nem mesmo de benefícios espirituais associados ao dízimo pago. Quem te disser isso não conhece o significado da generosidade.

O dízimo não tem nada a ver com o que uma pessoa recebe mas sim com a liberdade e a gratidão com que ela o dá.

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